Vitamina D é o nome geral dado a um grupo de compostos lipossolúveis que são essenciais para manter o equilíbrio mineral no corpo
Consumo recomendado
Em novembro de 2010, o Instituto de Medicina dos EUA (IOM, sigla em inglês), divulgou as recomendações atualizadas de consumo dietético de cálcio e vitamina D para a América do Norte (EUA e Canadá). A atualização aumentou significativamente as recomendações de consumo de vitamina D com base em evidência sólida de sua função em suportar a saúde óssea, e estabeleceu um Consumo Dietético Recomendável (RDA, sigla em inglês) de 600 unidades internacionais (UI) por dia para todos os norte-americanos de 1 a 70 anos, incluindo mulheres grávidas ou lactentes, e 800 UI para pessoas de 71 anos ou mais. A recomendação para pessoas de 71 anos ou mais foi definida a um nível mais alto reconhecendo as possíveis mudanças no corpo das pessoas, conforme elas envelhecem.
Fontes de vitamina D
A maioria das pessoas poderia satisfazer suas necessidades de vitamina D pela exposição ao sol, pois a vitamina é produzia endogenosamente quando os raios ultravioletas da luz solar atingem a pele e acionam a síntese de vitamina D. No entanto, como muitas pessoas atualmente passam pouco tempo ao ar livre e aquelas que fazem isso tendem a usar protetor solar como uma medida para evitar o câncer de pele, a maioria dos indivíduos precisa consumir vitamina D por meio da dieta, incluindo alimentos e bebidas fortificados com vitamina D ou suplementos que satisfaçam suas necessidades de vitamina D.
Alimentos que são fontes naturais de vitamina D incluem peixes gordos ou oleosos, como salmão, atum e maquerel, óleos de fígado de peixe e gema de ovo. Consequentemente, alimentos e bebidas fortificados fornecem uma grande parte de vitamina D da dieta americana. Os alimentos que têm permissão para serem fortificados com vitamina D nos Estados Unidos incluem farinhas de cereal e produtos relacionados, leite e produtos lácteos, além de sucos de fruta e bebidas fortificadas com cálcio. Quase todo o suprimento de leite dos EUA é fortificado com vitamina D em um nível de 385 UI/L (ou 400 UI/quarto de galão). Outros produtos lácteos, como queijo e sorvete, não precisam ser fortificados com vitamina D. Os níveis máximos de vitamina D adicionada são especificados por regulamentos. Suplementos também podem ter uma função em ajudar os indíviduos a atingir níveis adequados de vitamina D.
Existem duas principais formas de vitamina D, conhecidas como vitamina D2 e vitamina D3. D3 é a forma sintetizada na pele dos humanos e consumida na dieta em forma de alimentos com base em animais. A Vitamina D2 é produzida por algumas plantas, como cogumelos expostos à luz ultravioleta. Tanto a D2 quanto a D3 são fabricadas comercialmente para uso em suplementos dietéticos e alimentos fortificados. Segundo o IOM, as diferenças entre D2 e D3 não afetam o metabolism da vitamina, e ambas as formas demonstraram exibir respostas idênticas no organismo, além de a potência relacionada à capacidade de curar raquitismo por deficiência em vitamina D ser a mesma.
Referências
IOM (Institute of Medicine). 2010. Dietary Reference Intakes for Calcium and Vitamin D. Food and Nutrition Board. Washington, DC: National Academies Press. http://www.nap.edu/openbook.php?record_id=13050
Vitamin D. Office of Dietary Supplements – National Institutes of Health. For information about vitamin D supplementation:http://ods.od.nih.gov
